terça-feira, 17 de abril de 2012

Agricultores do MST ocupam Incra em Santa Catarina por Reforma Agrária

16 de abril de 2012


Da Página do MST

Cerca de 500 agricultores do MST ocuparam a superintendência do Incra em Florianópolis, em Santa Catarina, na manhã desta segunda-feira (16/4).
A ação, que faz parte da jornada nacional de lutas, exige o assentamento das 500 famíias acampadas no estado e a efetivação de políticas para o desenvolvimento dos assentamentos, especialmente agroindústrias.

"Não houve nenhuma desapropriação no ano passado e, neste ano, apenas duas, pelas quais lutamos há muito tempo. O processo está muito lento", disse Altair Lavratti, da coordenação nacional do MST.

Os Sem Terra cobram do Incra a criação de um assentamento em uma área de 15 mil hectares de propriedade do Exército, que não tem utilização, no município de Papanduva, na região do planalto norte.

Os acampados reivindicam também a desapropriação de uma área da Monsanto, no município de Lageado Grande, na região oeste do estado, que está improdutiva.
Fonte:  http://www.mst.org.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Famílias camponesas tocantinenses ameaçadas de despejo - Mais uma vez o estado mostra de que lado esta.

*Por Pedro Ferreira

Acampamento nas Margens das Rodovias
Cerca de 1000 famílias camponesas que ocupam a fazenda Dom Augusto (Município de Porto Nacional-TO) a mais de um ano, receberam no ultimo dia 4 de abril uma liminar de reintegração de posse da área, sendo que o governo do estado (Siqueira Campos-PSDB) pretende cumprir a mesma.

A fazenda pertence a um grupo de ruralista de Santa Catarina que arrendava a área para o cultivo da monocultura (plantio de soja e cana), como também para criação de bovinos para o comercio de carne.

O acampamento Sebastião Bezerra da Silva (homenagem ao militante de direitos humanos assassinado em 2010 no estado) é o maior do Tocantins, segundo lideranças a cerca de 300 crianças na ocupação. As famílias temem que a ocupação se torne um novo Pinheirinho.

As famílias têm razão em temer uma reintegração de posse da área, pois ás ações por parte dos governos a serviço do capital privado tem mostrado a que interesses defendem. O Pinheirinho só é um exemplo mais recente do processo de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, como também de onde o estado é capaz de chegar (passando por cima da própria lei), para atender os interesses da burguesia.

Exemplos que mostram a ação criminosa do estado brasileiro contra os movimentos sociais e suas reivindicações, sobretudo no campo, não são raras, ao contrario, podemos evocar os casos mais emblemáticos como o massacre de Eldorado dos Carajás ou de Corumbiara, como também podemos citar as milhares de mortes que acontecem todos os anos por conflito de terras, como mostra o caderno de conflitos no campo lançado pela CPT todos os anos.

Ações criminosas por parte do estado em todos os seus níveis (municipal, estadual e federal) como também em todas as esferas (legislativo executivo e judiciário), são realizadas quase todos os dias no campo, contra os camponeses sem terra, os povos indígenas entre outros, e que infelizmente não ganham a mesma visibilidade que ganhou o caso do Pinheirinho devido ao isolamento.

Diante disso não cabe a nós apenas nos indignar, mais, sobretudo dentro dos limites de cada um nos mobilizar para denunciar esses absurdos, dando visibilidade a esses casos, e obrigando a esse estado burguês a recuar dessas ações.

Não tenham duvida de que em um estado onde impera a lei do Latifúndio, em que o governador agi como um ditadorzinho bufão, fará tudo para que seja garantidos os privilégios de seus pares. Por outro lado cabe a nós lutarmos contra essa decisão judicial absurda.

Façam moções de solidariedade as famílias e de repudio contra a ação do estado e encaminhem cartas ou fax para o Juiz Adhemar Chúfalo Filho da primeira vara cível da Comarca de Porto Nacional -TO. Edifício do fórum, Avenida Presidente Kenndy, lote E quadra 23, setor Aeroporto, Porto Nacional-TO- CEP: 77500-000, fones 63 33631144/1720. Fax: 63 33635659 ramal 212. Processo 2011.0010.6019-4

* Pedro Ferreira é Educador Popular e militante do Bloco de Resistência Socialista

terça-feira, 3 de abril de 2012

ATO CONTRA O CRIME ORGANIZADO QUE DOMINA O GOVERNO DE GOIÁS!






Convocamos a todas as organizações de luta da classe trabalhadora goiana e seus militantes a estarem presente nesta quarta-feira (04/04) ás 09h00 na Praça do Bandeirante (Centro de Goiânia-GO). Denunciando a população goianiense a máfia que tomou conta do governo em Goiás. E mostrando o interesse de quem eles têm defendido, que com certeza não é o da população goiana. 

A que interesses tem servido este governo que vem privatizando as empresas e outros bens públicos do povo goiano? A que interesses serve aqueles que têm acabado com o SUS em Goiás? A que interesses serve aqueles que estão acabando com o ensino público em Goiás?
Não basta nos indiguinarmos com tudo que esta acontecendo, temos que nos mobilizarmos, tomarmos as ruas e denunciar essa máfia. Gritemos!

Fora Marconi! Fora Demóstenes! Prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores!

Dia 04 de Abril (Nesta quarta-feira)

Horário: 09h00 da Manhã

Local: Praça do Bandeirante – Goiânia - GO           

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DENUNCIA DE MORTE NAS OBRAS DE BELO MONTE

01/04/2012

Na manhã deste sábado foi feito um bloqueio na estrada que dá acesso aos sítios. Operários foram ameaçados de demissão por participar de greve

Sindicato tenta desmobilizar greve

Os operários da Usina Hidrelétrica Belo Monte continuam em greve por melhores condições de trabalho. As paralisações, que começaram na quarta-feira, 28, em apenas um canteiro, atingem neste sábado, 31, todas as unidades da obra. Segundo contagem dos trabalhadores, ao menos 80% dos 7 mil operários – novo número oficial informado pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) – já aderiram a greve por melhores condições de trabalho. A morte de um operador de motosserra esta semana também teria contribuído para que se iniciasse o movimento grevista.

Na manhã deste sábado foi feito um bloqueio na estrada que dá acesso aos sítios. Apenas os ônibus que fazem o translado dos trabalhadores foram retidos.

“Estamos conscientizando os companheiros sobre o que está acontecendo aos poucos”, conta Fábio Kanan, armador do canteiro de obras Canais e Diques. “A gente explica que não existe baixada de seis meses em nenhum lugar, que não dá pra receber só mil reais por mês. O problema é que o sindicato não está do nosso lado, estamos isolados”, explica. Por conta disso, os trabalhadores lançaram, hoje, um abaixo-assinado para que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav), ligado à Força Sindical, não seja mais a entidade representativa da categoria.

Sindicato

Na quinta, 30, o sindicato tentou realizar uma reunião em praça pública com os trabalhadores, mas houve tumulto. “O presidente do sindicato disse que quem quer fazer greve é vagabundo, baderneiro”, relataram. Os trabalhadores também acusam o sindicato de não acompanhar e cobrar o cumprimento das pautas o acordo coletivo firmado no final do ano passado, e de não tentar reverter as demissões ocorridas nas greves anteriores.

Os trabalhadores temem pela estabilidade de seus empregos. “Nós fomos ameaçados de demissão. Os encarregados disseram que, se a gente fizesse greve, seríamos demitidos. Como já aconteceu“. Durante a greve, havia diversos funcionários de “farda azul” (cor do uniforme das chefias) filmando e fotografando ostensivamente os operários. Segundo os trabalhadores, o RH da empresa esteve reunido pela manhã, checando as fotografias e vídeos registrados durante as manifestações, para identificar as lideranças do movimento.

Pauta

Segundo o documento redigido à mão pelos grevistas, as reivindicações são: equiparação salarial, redução do intervalo da baixada (visita à família, quando são de outras regiões) de seis para três meses, melhores na comida e água, o fim do desvio de função, baixada para ajudantes de produção (cargo mais baixo na hierarquia da obra), capacitação para funcionários, plano de saúde, aumento do cartão alimentação (hoje, em cerca de 90 reais), aumento de salário, pagamento de horas extras aos sábados, transporte digno, a “troca” do sindicato representativo e o direito à baixada para os trabalhadores que decidirem, por conta própria, morar fora dos canteiros de obras. No final do documento, uma observação: “não atendendo as reivindicações, mantém-se a paralização”.

Segurança

 A morte de um trabalhador na última semana também levou a questionamentos mais fortes sobre as condições de segurança nos canteiros de obra. De acordo com os operários, os problemas são graves e a morte do operador de motossera não foi um fato isolado. “Ja ocorreram outras mortes nas obras e ninguém ficou sabendo”, denuncia um dos trabalhadores do canteiro Belo Monte. “Eles [a empresa] mandam o corpo pra família, porque eles moram fora, e ninguém fica sabendo de nada. Eles abafam. Mas não conseguiram abafar agora porque o peão era de Altamira”.

Texto: Ruy Sposati
Fotos: Pierre André Le Leuch e Ruy Sposati
Fonte: Movimento Xingu Vivo