sexta-feira, 27 de julho de 2012
*Por Pedro Ferreira
O
Fórum de Reforma Agrária e Justiça no Campo em Goiás, realizará nos
dias 31 de julho e 01 de agosto de 2012, um seminário estadual em
conjunto com a delegacia regional do Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA) e com o INCRA-GO para debater as diretrizes do MDA para
reforma agrária sobretudo em relação as famílias que já estão
assentadas.
O
seminário será realizado no salão nobre da faculdade de direito - UFG
(Setor Universitário, Goiânia -GO) a partir das 08h da manhã. O
seminário é aberto para participação de militantes e simpatizantes da
luta pela reforma agrária. A abertura do seminário contará com uma
exposição do Professor Dr. Claudio Maia da UFG, que apresentará um
quadro sobre o processo de reforma agrária em Goiás.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Roda Viva - Chico de Oliveira - 02/07/2012
Fala do Cientista Francisco de Oliveira sobre classe social, projetos de sociedade, posicionamento da esquerda no Brasil, fragilidades e insuficientes do governo Lula.
sábado, 21 de julho de 2012
CARTA DE SOLIDARIEDADE
Excelentíssimos Senhores Desembargadores
Carlos Eduardo Moreira Alves
José Amilcar de Queiroz Machado
Jirair Aram Meguirian
Marcelo Dolzany da Costa
Julgadores do recurso de apelação nº 0013916-34.2008.4.01.3500.
Reportamos ao recurso de Apelação em epígrafe, apresentado pela Universidade Federal de Goiás – UFG e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, que busca garantir o acesso à educação de nível superior, graduação em Direito, a filhos e filhas de assentados da reforma agrária e da agricultura familiar.
O
direito à educação, reflexo constitucional do direito à dignidade da pessoa
humana, não pode ser ultrajado como quer, infelizmente, o representante do
Ministério Público Federal.
A ação
proposta pelo MPF/GO afronta o Estado de Direito Democrático e deixou a todos
estarrecidos, pois, em um País
com uma dívida histórica de educação no campo, são benfazejas políticas
públicas que visem amenizar injustiças sociais. O Programa Nacional de Educação
na Reforma Agrária – PRONERA, instituído pelo Decreto de nº 7.352/2010, é
política pública permanente que integra o programa de educação do campo do
Ministério da Educação.
A
experiência de criação da Turma Evandro Lins e Silva, na Universidade Federal
de Goiás, é o exemplo de uma política pública bem articulada. Todos os 55 estudantes
tiveram que se submeter ao vestibular, passaram por todas as etapas de formação
que exige um curso de direito e, como resultado positivo do projeto, todos
conseguiram se tornar bacharéis e muitos, inclusive, já foram aprovados no
exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
O
Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADPF 186, rechaçou veementemente a
tese de que as políticas de cotas ferem a Constituição da República, ao negar
pedido semelhante ao do processo que ora nos motiva a escrever para Vossa
Excelência.
Assim,
contando com a sensibilidade e serenidade de V. Exa., abaixo assinamos a
presente Carta de Solidariedade, na esperança de um julgamento justo, que venha
reafirmar e garantir o direito dos já bacharéis em direito da Turma de Direito
Evandro Lins e Silva, filhos e filhas de trabalhadores rurais brasileiros,
formados pela Universidade Federal de Goiás.
Envie para os
seus contatos na rede social e para esses e-mails que são dos desembargadores
que julgarão o recurso de apelação.
Moreira.alves@trf1.jus.brjirair.meguerian@trf1.jus.br
amílcar.machado@trf1.jus.br
marcelo.dolzany@trf1.jus.br
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Feira por do sol
Entrevista com a Luciana
Pedrosa Machado Viana coordenadora geral
da Feira Por do Sol.
Qual é o nome do projeto?
Luciana: Essa
atividade comercial e cultural após várias discussões recebeu o nome de “FEIRA
POR DO SOL” de Campos Belos.
Qual é o principal objetivo dessa Feira?
Luciana: O
nosso principal objetivo e cria uma feira que oportunize e valorize os
micro-empreendedores do município,proporcionando a participação em novos mercados,
dando maior visibilidade aos produtos oferecidos , e conseqüentes promovendo o
aumento de renda dos mesmos e uma possível geração de trabalhado.
Quando
iniciou essa Feira?
Luciana: Em 12 de maio de 2012.
Quantos
feirantes hoje estão na Feira?
Luciana: Tem
75 feirantes e mais 30 na espera de vaga.
Luciana: Nós
contamos com o apoio da Secretaria De Ação Social na organização geral da feira
e também apoio da Prefeitura De Campos Belos. O nosso maior parceiro é o Banco
Do Povo.
Coordenação da Feira: Luciana Pedrosa Machado
Viana e Maria da Conceição Oliveira S. Bastos.
Venham todos e todas participar dessa linda Feira
aos sábados frente a Prefeitura Municipal de Campos Belos – Go a partir das 17:30 as 22:30 horas.
FOTOS
terça-feira, 26 de junho de 2012
Conselho de Ética aprova cassação do mandato de Demóstenes
O Conselho de Ética do Senado aprovou na noite desta segunda-feira (25), por unanimidade (15 votos a favor e 0 contra), relatório que pede a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres pelo elo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Para se efetivar, a perda de mandato ainda precisa passar por análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois ser votada no plenário da Casa, onde o voto é secreto.
A maioria dos integrantes do colegiado seguiu o entendimento do relator, Humberto Costa (PT-PE), para quem Demóstenes quebrou o decoro e usou o mandato parlamentar para tentar beneficiar o contraventor, preso no fim de fevereiro na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que "já esperava" o resultado. "Fizemos exatamente esse pedido, tendo em vista o que aconteceu. O correto é que fosse ao plenário. Conversando com o senador, ele concordava com a tese de que o plenário é quem tinha que decidir", afirmou. Ele disse ainda ter a "expectativa de que o senador será inocentado em plenário.
No parecer, de 79 páginas e lido em aproximadamente três horas, Costa disse que o mandato de Demóstenes foi "corrompido". "Afirmo, sem tergiversar, que o senador Demóstenes Torres teve um comportamento incompatível com o decoro parlamentar: percebeu vantagens indevidas e praticou irregularidades graves no desempenho do mandato", disse o relator.
MAIS INFORMAÇÕES VEJA NA PÁGINA DO G1: http://g1.globo.com
quinta-feira, 21 de junho de 2012
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO EDUCANDO PARA A LIBERDADE NA UNIDADE PRISIONAL DE CAMPOS BELOS
COLÉGIO ESTADUAL PROFESSORA RICARDA
EXTENSÃO: UNIDADE PRISIONAL
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO EDUCANDO PARA A LIBERDADE
“Educação exige os maiores cuidados porque influi sobre toda
a vida” Lucius Annaeus.
Desde o Seminário
Nacional pela Educação nas Prisões que foi realizado em Brasília entre os dias
12 e 14 de julho de 2006, como singular expressão dos esforços que os
Ministérios da Educação e da Justiça e a Representação da UNESCO no Brasil vêm
envidando, no sentido de criar condições e possibilidades para o enfrentamento
dos graves problemas que perpassam a inclusão social de apenados e egressos do sistema
penitenciário.
De fato, desde 2005
essas instituições vêm trabalhando juntas em torno do Projeto "Educando
para a Liberdade", o qual deu origem a uma série de atividades e
conquistas no campo da Educação nas Prisões. Oficinas Técnicas, Seminários
Regionais, Proposições para a Alteração da Lei de Execução Penal, Financiamento
de Projetos junto aos Sistemas Estaduais e o próprio fortalecimento das
relações entre os órgãos de Governo responsáveis pela questão no âmbito federal
são alguns dos resultados que merecem ser contabilizados ao longo desse
período. Toda essa disposição está fundada em duas convicções. Primeiro, de que
educação é um direito de todos. Depois, de que a concepção e implementação de políticas
públicas visando ao atendimento especial de segmentos da população estrutural e historicamente fragilizados,
constituem um dos modos mais
significativos pelos quais o Estado e a Sociedade podem renovar o compromisso
para com a realização desse
direito e a democratização de toda a sociedade. O espaço e o tempo do
sistema penitenciário, aliás, confirmam esses pressupostos. Embora não faltem
referências no plano interno e internacional, segundo as quais se devam colocar
em marcha "amplos programas de
ensino, com a participação dos detentos, a fim de responder às suas
necessidades e aspirações em
matéria de educação", ainda são muito tímidos os resultados alcançados.
Assim é que, como
demonstram dados do Ministério da Justiça, de 240.203 pessoas presas em
dezembro de 2004, apenas 44.167 encontravam-se envolvidas em atividades
educacionais, o que equivale a aproximadamente 18% do total. Isso muito embora
a maioria dessa população seja composta por jovens e adultos com baixa
escolaridade: 70% não possuem o ensino fundamental completo e 10,5% são analfabetos.
Para agravar a situação, o cumprimento do direito de presos e presas à educação
não apenas escapa dos reclamos cotidianos do que se convencionou chamar de opinião
pública, como muitas vezes conta com sua desaprovação.
Em termos históricos,
esse cenário tem sido confrontado a partir de práticas pouco sistematizadas, que
em geral dependem da iniciativa e das idiossincrasias de cada direção de
estabelecimento prisional. Não existe uma aproximação entre as pastas da
Educação e da Administração Penitenciária que viabilize uma oferta coordenada e
com bases conceituais mais precisas. Ignoram-se, com isso:
• O acúmulo teórico e
prático de que o país dispõe no terreno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), enquanto
modalidade específica para o atendimento do público em questão e seguramente
mais apropriada para o enfrentamento dos desafios que ele impõe;
• A singularidade do
ambiente prisional e a pluralidade de sujeitos, culturas e saberes presentes na
relação de ensino-aprendizagem;
• A necessidade de se
refletir sobre a importância que o atendimento educacional na unidade prisional
pode vir a ter, para a reintegração social das pessoas atendidas.
Nessas condições, o
Seminário Nacional realizado foi idealizado como um momento no qual as
discussões realizadas durante todas as atividades executadas no Projeto – ou a
partir do Projeto –, pudesse ser traduzido para orientações concretas aos órgãos do Poder Público e à Sociedade Civil
em relação a este cenário, na
perspectiva de inspirar a produção de experiências exemplares de sua
transformação.
Hoje, o Colégio
Estadual Professora Ricarda e a Unidade Prisional no Município de Campos Belos
- Go, amparados pela Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Resolução nº 02,
de 19 de maio de 2010 do Ministério da Educação, Resolução nº 564, de 12 de
novembro de 2010 do Conselho Estadual de Educação de Goiás, ofício nº 025, de
06 de fevereiro de 2012 da Promotoria Pública de Campos Belos e Portaria nº
2198 de 24 de abril de 2012 do Gabinete da Secretaria Estadual da Educação do
Estado de Goiás, resolve Implantar, a partir de agosto de 2012 a 1ª e 2ª etapa do
Ensino Fundamental na Modalidade de Educação de Jovens e adultos, no Colégio
Estadual Professora Ricarda Extensão na Unidade Prisional do Município de
Campos Belos – Go, jurisdicionado a Subsecretaria Regional de Educação de
campos Belos.
O presente Relatório
consolida os resultados dos debates e proposições que a esse respeito foram realizados
por todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, estiveram envolvidos nesse
processo de diálogo e construção coletiva. Para o nosso Projeto se concretizar
nesta Unidade Prisional, destacamos e agradecemos A Promotoria Pública de
Campos Belos, a Subsecretaria Regional de Educação, Secretaria Municipal de
Educação, Ação Social, a Prefeitura Municipal de Campos Belos, Núcleo de
Educação a Distância do Estado de Goiás, a Unidade Prisional e em especial a
senhora Luciana Pedrosa Machado Viana.
Diretor responsável pelo Projeto: Josivaldo Moreira de Carvalho
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